Um jogo de console foi compilado para um processador e um hardware específicos. Para ele rodar no PC, alguém precisa resolver essa distância — e há quatro formas de fazer isso, com consequências bem diferentes para o desempenho, para os mods e para o que você precisa ter em mãos.
Nenhuma delas dispensa o jogo: o código e a arte pertencem a quem fez o jogo, e os projetos distribuem só o próprio trabalho. Por isso todo port pede a sua cópia — e por isso o PCPort nunca aponta para arquivos de jogo.
Descompilação e port nativo
Na descompilação, pessoas reconstroem à mão um código-fonte em C que, compilado, gera um binário idêntico ao original, byte por byte. É um trabalho de anos. Quando termina, o jogo deixa de depender do console: dá para compilá-lo para Windows, Linux ou Mac, trocar o renderizador, liberar o FPS e aceitar mods.
O resultado é um port nativo — o jogo vira um programa de PC de verdade, sem nada emulado no meio. É a forma que melhor aproveita máquina modesta.
Recompilação estática
Na recompilação, uma ferramenta lê o código de máquina original e o traduz automaticamente para C ou C++, que então é compilado para o PC. Ferramentas como N64Recomp e ReXGlue tornaram isso viável para catálogos inteiros, e é por isso que a maior parte dos ports novos vem por aqui.
É bem mais rápido que descompilar à mão, e o jogo também roda nativo. A diferença é que o código gerado não é pensado para ser lido: corrigir e modificar é mais difícil que numa descompilação.
Camada de tradução
Aqui o executável original roda direto no seu processador, e só as chamadas ao sistema e à placa de vídeo do console são convertidas enquanto o jogo roda. Fica entre o port nativo e o emulador: mais leve que emular tudo, menos previsível que um port feito à mão.
No catálogo
Emulador
O emulador recria o console inteiro em software e roda o jogo original sem alterá-lo. Exige bem mais da máquina, mas atende a biblioteca toda do console de uma vez — é a saída quando o jogo que você quer ainda não ganhou um port.
Qual escolher
Se o jogo tem um port nativo ou uma recompilação, comece por ele: costuma rodar melhor, com widescreen e FPS livre, e o guia de instalação de cada página diz exatamente qual cópia do jogo o projeto aceita. O emulador fica para quando não existe port — ou para jogar vários títulos do mesmo console.